Esqueça a rentabilidade e foque em valor

by - fevereiro 25, 2019

Fala Holders! 



O post de hoje é dedicado a alertar o investidor que já caiu no conto do vigário que prometia alta lucratividade em um curto período de tempo, ou até mesmo aqueles que estão na dúvida se estão colocando seu capital em um negócio promissor, certificado e que tenha credibilidade no mercado.



A cilada da alta rentabilidade

O que consigo observar em meu circulo social e nas pessoas em geral, é que pouquíssimas realmente se interessam em investir seu dinheiro em bons ativos, e os poucos que criam coragem e resolvem sair da poupança e investir em algo mais rentável, acabam fazendo escolhas ruins e perdendo dinheiro com negócios que não deram certo, e consequentemente quebram a cara. 



A questão é que quando se tem dinheiro em jogo, as pessoas se deixam levar por suas emoções, pela euforia do mercado ou por dicas e análises dos famosos gurus do mercado financeiro, na ilusão de querer ficar rico da noite pro dia, e que irá achar sua mina de ouro.




Em tempos de SELIC e juros baixos na renda fixa, somado a bolsa batendo recordes históricos, isso torna-se cada vez mais frequente e tentador. Os olhares se voltam para a renda variável, e chega-se a conclusão que é preciso sair da zona de conforto e arriscar um pouco mais para melhorar a rentabilidade da carteira.




É aí onde mora o perigo, e onde está o grande erro de quem está iniciando: o foco além do necessário na rentabilidade.




Ao escolher o ativo a ser adicionado ao portfólio, temos diversas variantes a se analisar, como tempo, risco, retorno (rentabilidade), etc. No entanto, a rentabilidade é uma das poucas variantes que não temos controle, porém é a que as pessoas mais focam na hora de fazer suas escolhas.




Warren Buffet, conhecido como o maior investidor do mundo, fez fortuna no mercado americano de ações. Sua rentabilidade histórica desde a década de 1960 gira em torno de 20% ao ano. Qualquer promessa de lucros exorbitantes e que fique muito além desse patamar, deve ser colocada em questão, devemos analisar a empresa e o negócio com calma e frieza, deixando a emoção de lado. 




A boa notícia é que é possível ficar rico na bolsa, desde que você escolha uma estratégia vencedora, e opte por boas empresas para se tornar sócio. A má notícia é que isso não vai ocorrer num passe de mágica, a formação de patrimônio e os juros compostos levam tempo para se concretizarem, investir é um jogo, e ganha quem suporta as turbulências que ocorrem no caminho (curto e médio prazo), e conseguem chegar ao ponto final (longo prazo).




Certa vez Buffet disse: "O mercado acionário transfere o dinheiro de quem tem pressa para os que têm paciência."




Então fica a reflexão: Você prefere focar no seu trabalho para obter mais renda e investir em bons ativos, sem se preocupar com a volatilidade da renda variável, ou vai tentar bater o mercado, em busca de uma rentabilidade um pouco maior, correndo risco de perder tudo o que construiu?




A dica quente do seu gerente de banco para investir no fundo que rendeu 200% nos últimos 3 anos, a ação indicada por casas de análise que rendeu 80% no ano anterior, ou o investimento que vai te deixar rico em poucos anos. Esqueça tudo isso e comece a estudar do zero, porque nada disso se aplica caso queira ter sucesso em seus investimentos. 




Basta uma alta volatilidade no curto prazo, para as pessoas venderem tudo no fundo por medo de perder suas reservas patrimoniais, ou venderem num topo para realizar lucro e após a venda o mercado continuar numa tendência de alta, fazendo com que o investidor perca o bonde. Ainda vale lembrar: rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura!




Esse tipo de grande alta e valorização frequente na bolsa é algo insustentável no curto prazo. Momentos de pânico e tendência de forte queda na bolsa vão ocorrer, e são nesses momentos onde os grandes "players" do mercado resolvem realizar suas aquisições e pegar boas ações descontadas. A paciência é fundamental para agir no momento certo e vencer o jogo. 




Para o pequeno investidor, que não costuma aportar grandes quantidades de dinheiro, creio que o ideal é comprar todos os meses, selecionando boas empresas pagadoras de dividendos, e que geram renda passiva para o societário. O preço e a cotação não se torna tão relevante, já que com os aportes mensais, o preço médio será de fato o preço justo pago no momento das compras ao longo dos anos. 


Só a diversificação salva

Apenas a diversificação deixará você protegido das oscilações e da volatilidade do mercado, diversifique sempre que for possível. Assim, quando determinado ativo não estiver tendo boa performance, todos os outros que estarão performando bem, te entregarão uma rentabilidade mais satisfatória, trazendo o benefício do equilíbrio. Boas empresas tendem a valorizar no longo prazo.

O primeiro passo a ser dado é abrir conta em bancos e corretoras e definir seu perfil de investidor, você já sabe o seu? A partir daí você poderá montar sua carteira e irá determinar o grau de risco ao qual estará exposto. Para os casos de perfis conservadores, a renda fixa se torna mais atrativa, com pouca exposição a renda variável. Já para o investidor moderado e agressivo, pode-se adicionar um pouco mais de ativos de renda variável. O investimento bom é aquele que não te tira o sono, então é preciso ter calma e estudar bem antes de fazer essas escolhas.

A disciplina, o trabalho duro e a persistência é o que irá definir seu sucesso. Esqueça a rentabilidade e desconfie das "dicas milagrosas" dos especialistas, seu foco deve estar voltado para o trabalho e sua carreira profissional, além de cuidar da saúde e valorizar momentos de lazer com amigos e familiares. Devemos evitar desgaste físico e mental querendo encontrar o investimento matador que nos deixará ricos, e focar naquilo que realmente importa para conquistarmos nossos objetivos.



Bons estudos e boa semana a todos! 😉










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